NASA encontra componentes de DNA em meteoritos

Resumo da ópera: a NASA, agência espacial norteamericana, encontrou componentes de DNA (o famoso ácido desoxirribonucleico que forma a estrutura de todos os seres vivos) em meteoritos, o que reforça o entendimento de que o kit genético que deu origem à vida na Terra adveio do espaço.
Pesquisadores analisaram amostras de 12 meteoritos diferentes e identificaram a presença de adenina, guanina e uma variedade de moléculas conhecidas como análogos de nucleobase, incluindo três que são muito raras no planeta Terra: purina, 6,8-diaminopurina e 2,6-diaminopurina.
Além de sepultar a ideia de um “Deus criador de todas as coisas”, a descoberta também fornece um argumento consistente para a teoria da existência de vida em outros planetas (e/ou outras galáxias).
Isso contudo não significa que esta vida será como nos filmes de ficção científica, ou seja, pretensamente mais evoluída do que a humana – graças à imaginação fértil dos roteiristas de Hollywood. Evidentemente não se pode concluir nada disso ainda, por mais que os ufólogos possam ficar excitados com a notícia.
Na verdade a vida extraterreste talvez seja uma forma de vida mais primitiva do que a nossa, podendo inclusive estar ainda num estágio semelhante ao das primeiras bactérias que habitaram a Terra.
Portanto esqueça os “discos voadores” e os ETs com olhos grandes e poderes extraordinários: podemos estar falando de algo semelhante a uma ameba ou um girino, por exemplo.
De qualquer maneira isso também é vida. E amplia o conhecimento atual que temos sobre o universo. Afinal por mais primitiva que venha a ser, teoricamente significa que ela tem as mesmas condições de evolução que teve a vida na Terra – resultado de alguns bilhões de anos de aleatoriedade e tendência natural.
Assim como, numa hipótese bem mais otimista aos olhos da Ciência, vai que daqui a pouco existe uma forma de vida mais evoluída do que a nossa mesmo? Não dá para descartar. Ao mesmo tempo que não dá, seguramente, para confundir isso com deuses.
O certo é que não estamos sozinhos no universo. Isso é uma percepção lógica a partir da quantidade indizível de galáxias existentes já descobertas por cientistas, sendo que cada uma delas contém bilhões de estrelas e corpos celestes. A probabilidade de haver vida em algum outro lugar é absolutamente aceitável do ponto de vista científico, ainda mais agora com a comprovação de que material genético segue viajando pelo espaço e se chocando contra outros planetas.
Mas não é exatamente isso que me alegra com esta recente descoberta. Devido à percepção clara da limitação temporal de minha passagem pela vida na Terra, não estou nem um pouco preocupado se há vida ou não em outros lugares por aí. O que me conforta é saber que a inteligência e a lógica um dia vão subjugar completamente o obscurantismo.
Ou seja: na medida em que a civilização avança, “Deus” agoniza. Sei que já não vou estar aqui para ver, mas tenho convicção de que um dia esta aberração conceitual – Deus – vai ser banida do universo.
Com informações do SPACE.com
